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Unidade Um

Page history last edited by Adriana Marques 15 years, 1 month ago

Relato de Minha Experiência em Educação Especial- Unidade UM

 

           Devo iniciar falando em minha caminhada na educação, neste ano completei vinte anos de magistério. Tive oportunidade e desejo de estudar mais sobre Educação Especial. Em 1990 comecei  e terminei o curso de Adicionais em Deficiência Mental na UNILASALLE. No ano de 1991 fui convidada para assumir uma classe especial  na Escola Pública Municipal. Naquele ano tive seis alunos nesta turma, somente um conseguiu no final daquele ano ser promovido para classe regular. Sentia que mesmo com a formação estava despreparada para atuar com mais qualidade, faltava também apoio e suporte para que eu pudesse desenvolver melhor meu trabalho.

          Durante estes anos que leciono em classe regular recebi alguns alunos oriundos de Escola Pública Especial. O primeiro e mais marcante foi o Rodrigo que veio para mim na terceira série, um menino, querido, com dificuldades motoras ampla, fina, de compreensão e produção textual...

          No final do ano letivo ele conseguiu atingir o mínimo dos pré-requisitos da série e foi promovido para a quarta série. Hoje ele trabalha em cooperativa do município que leciono e terminou de criar sua irmã, pois seu pai faleceu. Na época que foi meu aluno sua mãe já era falecida.

Recebi alguns anos depois o Pedro (oriundo também de Escola Especial) com dificuldades na fala, escrita, leitura, interpretação, cálculos, produção textual... Um aluno com o desejo de aprender muito grande, porém com muita dificuldade de compreensão. Nos dois casos (Rodrigo, Pedro) fui assessorada pela educadora especial da escola que eles eram ex-alunos. No final da terceira série o caso do aluno foi levado para conselho, toda a equipe pedagógica que atendia o aluno opinou que ele deveria ser promovido para a quarta- série. Na quarta-série ele repetiu muitos anos até que saiu da escola e foi para o EJA. No momento trabalha num supermercado da cidade.

          Atualmente atuo pela manhã com o Laboratório de Aprendizagem, onde investigo o não aprender dos sujeitos, tento despertar-lhes o desejo de aprender e apontar suas possibilidades e a tarde leciono no Estado com uma terceira série. Recebi nesta turma um aluno com vários problemas de saúde, por ter nascido prematuro, entre elas baixa audição. A família diz que não tem condições financeiras de custear o aparelho. Estou buscando estratégias de melhor atendê-lo, pois o mesmo não se encontra alfabetizado. Acredito que esta interdisciplina possa me ajudar na busca de alternativas para melhor auxiliar as necessidades deste meu aluno.

Comments (2)

Daniela said

at 11:05 am on Jun 13, 2009

Cara Adriana,
Você evidencia ter muita experiência com alunos com necessidades educacionais especiais ao longo de sua trajetória profissional, tanto na escola especial quanto na escola comum. O curso que você fae na Unilassalle foi de especialização? Faço este questionamento por que talvez nem todo seu leitor saiba o que é preciso ser (de formação) para trabalho em escola especial, classe especial, SIR (Sala de integração e recursos) e LA (Laboratório de aprendizagem). Talvez você pudesse explicar um pouco mais sobre o que significa atuar no LA? Qual seu papel e o seus objetivos neste espaço? Você evidencia em seu texto uma construção organizada, elenca idéias principais e busc fazer os destaques necesários. Continue com o bom trabalho.
Abçs,
Daniela

Adriana Marques said

at 1:12 am on Jun 14, 2009

Fiz especialização em Deficiência Mental, atualmente definda como Deficiência Intelectual. No LA busco o vínculo com o aluno que necessita de auxílio para o resgate do desejo de aprender.Neste sentido faço atividades que tentam fazer o sujeito gostar de aprender. Uso muitos jogos estruturados ou não! Procuro também sugerir aos professores dos alunos ancaminhados atividades que possam contribuir para o aprimoramento do conhecimento.

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